Durante a gravidez ocorrem diversas mudanças no organismo da mulher, estimuladas pela ação dos hormônios. O acompanhamento médico pré-natal é fundamental para assegurar a saúde tanto do bebê quanto da gestante, que necessita de atenção muito especial nessa fase da vida. Um fato muito importante é que cerca de 3 a 8% das grávidas desenvolvem o chamado diabetes mellitus gestacional (DMG), que é definido como a hiperglicemia que aparece ou é diagnosticada pela primeira vez na gravidez, podendo ou não persistir após o parto. Uma vez evidenciado o aumento da glicose colhida em jejum, prossegue-se com a investigação.
De olho no diagnóstico precoce, toda gestante acima de 25 anos, obesa ou com história de diabetes na família e/ou em gestação prévia, deve ser submetida ao teste oral de tolerância à glicose entre a 24ª e 28ª semana da gestação. Esse teste também é utilizado sempre que a glicemia em jejum estiver um pouco aumentada, mas não atinge o nível que caracteriza o diabetes propriamente dito.
“O ideal é que as gestantes com essas características estejam ainda mais atentas. Pois, quando a descoberta é precoce, a doença pode ser tratada adequadamente, minimizando as complicações fetais e maternas que podem advir desse transtorno”, afirma Daniela Fernandes, endocrinologista e assessora médica do Helion Póvoa Medicina Diagnóstica.
De acordo com a médica, em 90% dos casos, a alteração na glicemia desaparece após o parto, porém a gestante que desenvolveu a DMG deverá ser avaliada por endocrinologista, que poderá recomendar o Teste de Tolerância Oral à Glicose (TOTG), seis a oito semanas após o parto. Se a situação se normalizar por completo é recomendável um acompanhamento rotineiro, em geral, uma vez ao ano. Esse cuidado ocorre devido à maior probabilidade delas desenvolverem diabetes futuramente. “Das gestantes que já tiveram DMG, 5 a 15% das pacientes com peso normal e 35% a 60% das obesas desenvolverão diabetes dentro de 5 a 20 anos após o parto” explica Daniela.
Caso seja diagnosticado o diabetes gestacional, alguns cuidados se fazem necessários para evitar as consequências, que podem ser muito graves, por exemplo, o parto prematuro e o aborto espontâneo. “Dentre esses cuidados estão uma revisão dos hábitos alimentares, priorizando alimentos saudáveis e nutritivos, o estímulo aos exercícios físicos como caminhadas e, se for necessária, a administração de insulina, sempre sob a orientação médica, para evitar níveis glicêmicos insatisfatórios que podem causar danos fetais e maternos”, orienta Daniela.
“É importante que a mulher tenha consciência de que tudo que ela ingere, pode afetar o bebê. Por isso, se ela estiver bem nutrida, ela estará alimentando adequadamente seu filho”, reforça Daniela. “Seguindo todas as recomendações do especialista e fazendo um acompanhamento adequado, a gravidez correrá com maior segurança para ambos”, finaliza a especialista.
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Este material foi elaborado pelo Helion Póvoa, tendo caráter meramente informativo. Não deve ser utilizado para realizar autodiagnóstico ou automedicação. Em caso de dúvidas, consulte seu médico.